6.7.11

Mitos sobre segurança nos EUA... 2, 3, 4..?

Bom, além de já ter ouvido histórias de ameaças e roubos à mão armada no passado, ter lido sobre assassinatos alguns quarteirões a sudoeste do campus, ter sido furtado no centro, hoje recebi o seguinte aviso:


8:00 a.m., Wednesday, July 6 – In the alley between Woodlawn and  Kimbark just south of 57th Street – A University student walking south in the alley was approached by two unknown males who got out of an older model white car. One of the suspects pointed a handgun at the victim and demanded his property. One suspect searched the victim and took cash and a cell phone from his pockets while the other suspect took his back pack. The suspects fled south in the alley. The victim was not injured.
Marlon C. LynchAssociate Vice President for Safety and Securityand Chief of Police


Digamos que seja o 4º incidente bem próximo a mim. Esse local mencionado é bem no meio do campus da universidade, numa região das mais seguras da cidade. Pra terem uma idéia, eu moro na 59 com Dorchester, a igreja que costumo freqüentar é na 55 com Kimbark, ou seja, passo a menos de 1 quarteirão desse lugar semanalmente e algumas vezes pra missa das 8:30... Acho que é mais vantajoso andar na Lapa! =D

4.7.11

Pinga em Paraty

Chegou ao meu conhecimento o festival da pinga em Paraty, no qual rolará show do Alceu Valença: http://www.paraty.com.br/feriados/festivaldapinga/index.asp

Bom, como se pinga e forró não fossem motivos suficientes, ainda mais porque eu estarei de férias por aí, o resto da história também muito me interessa. Já me falaram muito bem da cidade e a programação inclui quadrilha, ciranda, música folclórica...

Supondo que não haja mais hotel ou pousada, estou pensando em dar uma de aventureiro e me despencar pra lá com uma mochila e uma barraca pra acampar. Se alguém tiver uma sugestão pra eu aproveitar melhor, sou todo ouvidos!

20.6.11

iPad finally has a worthy opponent!

At last a tablet I'd consider buying: HP Touchpad. Loved "touch to share", loved touchstone charging, loved Synergy, loved the Cytrix thing to access remote applications. Now we can have an argument about which has better features and user experience.


16.6.11

Ilha de Marajó e Chicago

Recebi um telegrama
Do meu velho pai
Me pedindo pra voltar.
O meu pai é fazendeiro
Na ilha do Marajó
No estado do Pará.

Falaram para o meu pai
Que aqui na Guanabara
Eu vivo mal
E ando perambulando
Pela praça da Central
E moro com Marieta
Em um barraco abandonado
Lá em Marechal.

Meu pai ficou preocupado,
Não dorme mais sossegado
Só pensando em mim
E as palavras que vêm
Em seu telegrama
É mais ou menos assim:

Volte, meu filho, pra negociar na venda,
Tomar conta da fazenda, do gado e dos seringais,
Não sofra mais e por favor veja o que faz
Só é feliz o filho que volta à casa dos pais.




Bom, essa música eu ouvi pela primeira vez quando acampei em Ilha Grande, já nem lembro mais o ano, deve ter sido em torno de 2004 ou 2003, quando comecei a faculdade... Enfim, desde então é uma das minhas favoritas, a gravação origininal mesmo de Zito Borburema com chiado de LP, e nem pensei em outra pra postar agora com os eventos de Chicago...


Alguém acredita nisso?! Forró em Chicago! Eu ouvi falar por uma mulher que veio se apresentar no Festival das Nações aqui na I House, fiquei meio cético, ainda mais com um nome de "swing" achei que a chance de ser forró eletrônico era 100%, mas aparentemente é pé-de-serra ou universitário mesmo! Foi o que ela falou e pelas fotos que achei na internet é plausível... Bom, vai rolar na noite do meu primeiro exame e – como acho que me darei um descanso de 1 dia mesmo – acho que vou. Mais notícias mais pra frente.


22.3.11

Viva o Carnaval!

Realmente o Carnaval brasileiro é maravilhoso e mundialmente conhecido. Qualquer dúvida que restava acabou depois de uma missa em Chicago (!). Fui cumprimentar o padre e ele, lembrando-se de que eu era brasileiro, comentou: "Deve ter sido difícil pra você passar essa semana aqui". O pároco!!!

Bom, minha estratégia foi não pensar em nenhum momento no que estava rolando. Carnaval 2011 não existiu, aliás Carnaval era uma memória de tempos e terras imemoriais, uma tradição perdida.

Mas então vieram as férias...



Depois de mais um trimestre tenso no frio inverno de Chicago, foi o melhor show dos últimos anos! Noite quente, linda, música ótima, animada! Dancei, pulei e me diverti! A Teresa Cristina estava inspirada (ou terá sido minha saudade?), o Casuarina com grande repertório como sempre e a galera animada. Aparecem duas meninas pulando pra lá e pra cá no vídeo, uma delas estava dançando com um cara, meio forrosambando, até os coroas no andar de cima se mexiam de leve!

Enfim, nada como a Cidade Maravilhosa! Citando uma epifania que encontrei há um tempo:

Não acredito em nada que não seja curado pelo calor!

E nada melhor que o calor carioca.

17.2.11

Seria email, virou post

Bom, enquanto escrevia um email pra minha família, cheguei à conclusão de que valia a pena postar aqui, dar uma movimentada no meu moribundo blog. Se bem que quem verá isso será a família mesmo, mas enfim... Escrevi o seguinte.

Oi, pessoal,

Como anda a vida no calor brasileiro?? Aqui hoje pareceu verão, o termômetro chegou a marcar 13 graus! Só não saí de bermuda e camiseta porque passei essa semana com a garganta seca, achei melhor não arriscar...

Em compensação, não sei se vocês ouviram falar, há coisa de umas duas semanas tivemos a 3ª maior nevasca da história e pela primeira vez em mais de 30 anos a UChicago cancelou aulas por causa da neve! 30 anos!!! E mesmo assim só o fizeram na madrugada, quando viram que não ia rolar mesmo... Foi a última universidade a fazê-lo.

Pra celebrar a folga (e curtir a neve fresca) eu me juntei a um pessoal da I House e fui brincar. Tirei um bocado de fotos e vídeos, mas os vídeos ainda não postei; pra quem quiser ver as fotos, é só ir pra
http://www.facebook.com/album.php?aid=2767129&id=1244517&l=ab1481b225

Fora isso continuo ralando, resolvendo listas de exercícios ininterruptas, tentando não ficar (completamente) maluco. Deem notícias!

Ah, vó, quando nos virmos na próxima vez vou mostrar meu computador Mac pra você... 



Find more videos like this on Zoomers


Será que você vai se divertir assim também? Será que você vem antes ou vou eu??

Beijos e abraços!

16.11.10

Nada não

Resolvi escrever um pouco. Hoje fiz minha segunda aula de ioga. Foi bom, o tapete próprio que comprei na Amazon chegou à tarde, então pude estreá-lo logo, o único porém é que meu esforço teve que ser dobrado, já que o dito cujo escorregava... Resolvi que, como o grupo de Krav-Magá da Universidade não deu as caras, alguma outra atividade seria importante e essa aula é bem aqui na I House mesmo, com uma "professora" da Europa Oriental.

Fora isso a vida tá de ralação. Escrevi um texto grande, mas como ficou meio chato, deixo pra contar ao vivo que fica um pouco mais interessante.

Beijos e abraços!

3.11.10

Como falar comigo

Testado e aprovado pela minha irmã, então se quiserem me ligar de graça é só fazer o seguinte:

1) Instala o programa UltraSurf: http://www.ultrareach.com/

2) Usa o Gmail conforme as minhas instruções aqui: http://ideiasgerais.blogspot.com/2010/09/e-estamos-de-volta.html

Só serve pra Windows, então não pude testar pra dar mais informação. Qualquer coisa postem um comentário :)

30.10.10

Obama!

Hoje o Obama vem me visitar!

Bom, não exatamente a mim, mas quase isso. A foto aqui é de ontem de manhã, eu queria tirar uma agora, pra vocês verem como fica a fila pra entrar na área cercada, DUAS horas antes dos portões abrirem, mas estou com medo de ser morto pelo serviço secreto. Nós moradores da I House recebemos um email avisando que não podemos ficar perto das janelas, elas devem permanecer fechadas e as cortinas também. Bom, minhas cortinas ainda estão abertas, espero que não entrem no meu quarto pra fechá-las...

Depois de (tentar?) ver o ilustre presidente, irei pra um concerto do Bod Dylan no centro da cidade. Estou aproveitando que esta semana foi o caos, com 2 provas e 3 listas, pra relaxar um pouco essa 6ª e sábado. Domingo, a rotina massacrante volta. Aliás, andei pensando e achei uma boa analogia pras exigências de tempo do PhD aqui.

Sabe aquele período na faculdade que, em vez de 4 ou 5, você resolve pegar 7 matérias? Ou no mestrado, em vez das 3 recomendadas, você pega 5? Aí chega o fim do ano, tem 2 provas, 1 trabalho escrito, 1 pra apresentar, 1 artigo etc. Sabe a sensação de tudo acontecendo ao mesmo tempo? Agora imagina isso toda semana. Acrescenta a sensação de que todo mundo tira de letra menos você e pronto!

Mas estou exagerando um pouco. É que eu ainda tive que resolver problemas do Brasil e isso consumiu muuuito tempo! Agora os problemas vão diminuindo e vou ocupando o tempo com mais estudos, assim eu continuo sem tempo pra nada, mas pelo menos fico com a matéria em dia ;)

Qualquer dia desses eu conto um pouco como funciona a Universidade e o PhD em Economia aqui, assim todo mundo passa a ter uma ideia das coisas que acontecem por aqui!

Beijos e abraços!

2.10.10

Antes de sair, minhas primeiras horas nos EUA pro PhD

Hoje é sábado, possivelmente o último nos próximos meses sem que a entrega de uma lista de exercícios paire sobre meu fim de semana, então daqui a pouco vou passear. Encontrarei com um ou mais brasileiros e devemos ir ao centro, espero que a algum lugar maneiro, depois eu conto.

Cheguei tem tanto tempo que não sei nem por onde começar... Acho que pelo começo, né? Quando der vontade eu falo do presente, uma hora tudo terá sido dito.

Minha despedida no aereporto foi bem legal, a maior parte das pessoas me ligou ou foi comigo lá, jantamos e entrei pro saguão de embarque. A fila estava tão grande que cheguei no portão a maior parte dos passageiros já tinha embarcado... Nenhuma supresa nisso também, melhor assim que eu perco menos tempo esperando sozinho ;)

O vôo foi tranquilo, chegamos em Miami acho que até um pouco adiantados, mas em compensação o controle de passaporte lá foi um saco! Evitarei ao máximo entrar nos EUA por Miami numa próxima vez. Na fila que eu entrei (a mais demorada...), a fiscal mandou uns 3 grupos diferentes pra salinha. Ela quis encrencar comigo também, mas não conseguiu, eu tinha meu passaporte antigo, carta de aceitação da universidade, visto, bolsa Fulbright, tudo em ordem. Em Chicago foi bem mais fácil, só precisei pegar as malas e me dirigir ao ponto da naveta que me deixaria na porta da I House. Me passaram a hora errada (15min mais cedo), então eu esperei quase meia hora, mas pelo menos já estava aqui. Aliás, quando alguém vier me visitar, essa Omega Shuttle é a melhor forma, um dos pontos deles é aqui na International House e sai mais barato que táxi.

O único problema foi que do O'Hare fomos ao Midway antes de vir pra cá, então levei mais algum tempo até chegar. Quando desembarquei eram umas 15h, morto de cansaço e de fome. E o check-in só começava dali a 1 ou 2 horas... De qualquer forma eu pedi e meu quarto estava pronto, então carreguei as malas até ele pra ficar tranqüilo.

O quarto em si não parecia muito ruim à primeira vista, perto do banheiro, perto de uma sala de estudos, boa escrivaninha, armários... E a maravilhosa vista do telhado da ala ao lado. Pensando bem, essa primeira vista já me deixou ressabiado... Estava com fome, então deixei isto de lado e fui comer. Não sei como fui parar lá, se por sugestão de alguém ou mais provavelmente uma lembrança da visita em abril, mas fato é que cheguei à pizzaria Edwardo's já com dor de cabeça – sono, fome cansaço...? – e fiz um originalíssimo pedido de Margherita!

Comi, voltei pra casa quase caindo de tanto sono, mas ainda fiz umas ligações antes de dormir pra tentar dizer que cheguei bem. Nisso já eram umas 19h30, sem mais delongas dormi, por 11h consecutivas.

Bom, é isso, não preciso nem dizer que não vou entrar em detalhes assim pra resto, senão não faço outra coisa da vida e vocês não lerão, mas como tem muito tempo que não mando notícias, achei que valia a pena dar uma recapitulada no início. Comentem, perguntem, comuniquem-se!

11.9.10

E estamos de volta!

ATUALIZAÇÃO: O Google aparentemente resolveu filtrar o acesso ao recurso por IP, então só dá pra usar o serviço se você tiver um IP nos EUA. Dá pra se resolver, por exemplo, usando o Hotspot Shield. Qualquer hora eu explico melhor, serve até pra assistir o Hulu!

Eu ia fazer um post um tanto rabugento, por causa do meu estado de espírito atual, com saudade de casa, meio triste, meio puto com a gerente do Office Depot, mas como é o recomeço do blog, resolvi unir o útil (informar vocês sobre algo muito útil) ao agradável (aumentar minhas chances de receber ligações =D).

Como de costume, é um serviço "novo" do Google, chamado Google Voice, que agora foi integrado ao Gmail. Com ele vocês podem fazer ligações grátis para qualquer número nos EUA, sem estresse, sem número de cartão de crédito, nadinha.A pegadinha é que para usar o GV, é necessário estar nos EUA...

Ou quase isso. Uma parte do serviço, justamente a que permite ligar do Gmail funciona se você escolher seu idioma como inglês estadunidense. Assim, com a mesma facilidade de falar com seus contatos, você liga pra um número de telefone. Pra testar faz assim:

1) Abre o Gmail e clica em Configurações (lá em cima, à direita, perto do link pra sair).
2) Quando abrir, na própria aba Geral, seleciona o idioma English (US).
3) Salva.
4) Na lista de contatos, agora o primeiro item é "Call Phone". Clica lá e digita 909-ALPULCH. (O hífen é opcional e sim, pode digitar ALPULCH que ele entende.)
5) Fala comigo :)

Simples assim! Qualquer dúvida me procurem!

Isso é uma extensão do Google Voice original, que permitia ao usuário escolher um número de telefone, mas usar

1.10.09

Cancelamento do ENEM para inscrição da UFRJ

Mais uma demonstração da ignorância do acordo ortográfico... Alguém me diz se:

i) A UFRJ cancelou a aceitação do ENEM na sua inscrição ou
ii) A inscrição da UFRJ foi interrompida devido ao cancelamento do ENEM.

Sério, alguém me conta sem abrir a página ou ler a matéria! IM-POS-SÍ-VEL! Reescrevo agora direito:

"Cancelamento do ENEM pára inscrição da UFRJ". Todo mundo entendeu, né? Aqui vai a prova de que esta manchete foi ao ar no UOL:


30.9.09

Aonde não ir em SP

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar) (reblog) | Bender 2.0: "Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.

* Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
* Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
* Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa."

Mas isso não é o pior!!!

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar) | Contraditorium: "O resultado foi o dono do bar aparecer nos comentários atacando no melhor estilo baixaria os donos do blog, coisas do nível “Felizmente não precisamos de clientes do seu perfil” pra baixo.

Como essa estratégia não foi bem-recebida pelos leitores, o próximo passo foi soltar uma notificação extra-judicial, basicamente ameaçando de processo o blog, caso não retire em 24 horas o post.

Pois bem; acho que advogados também merecem ganhar seu dinheiro, então sugiro que a advogada do Boteco São Bento tenha bastante trabalho. Minha proposta: TODOS, digo TODOS os blogs devem publicar o MESMO post. Assim ela terá que enviar notificação para TODO MUNDO. Ou fechar a Internet."

Pra quem, como eu, gosta de análises pragmáticas, leiam A influência das Redes Sociais nos negócios - Episódio Boteco São Bento.

Pra quem quer rir com os comentários, tem a seleção do Bender (1º post citado):


Caro, Raphael Quatrocci …
Não entendi tamanha revolta e depreciação em relação ao nosso estabelecimento.
Como um bar com a dimensão do São Bento pode ser diminuído dessa forma?

Estamos tomando as devidas providências em relação a esse blog.
Jonas Steinmayer. ADM. Boteco São Bento .
Este é o autor do blog.

Raphael Quatrocci disse…

Claro que é o mais vendido. Afinal, vocês botam outro chopp na mesa logo após o cliente terminar de beber só a espuma do anterior.
Você deveria refletir sobre a péssima maneira de atendimento adotada pelo bar, obrigando os garçons a forçar a barrar e encher o saco do cliente. Domingo só fui ao seu bar porque um amigo que nem é da cidade foi pra lá e me ligou. Jamais iria de livre e espontânea vontade.
E o que aconteceu? O mesmo de sempre: discussão com garçom, chopp mal tirado e quente e um estresse insuportável. Fiquei revoltado.
Felizmente eu sou muito bem informado e, se você procurar neste blog, raramente critico algum estabelecimento.
O seu bar realmente não é para o meu perfil. Aliás, é bom que existam bares que nem o São Bento. Assim, idiotas que não se importam em serem maltratados continuam se aglomerando lá, sobrando mais mesas nos bons e verdadeiros botecos da cidade, como o Bar do Giba, Genésio, Pirajá, Botequim do Hugo, Bar do Elídio, Mercearia São Pedro, entre outros.
Fico feliz que essa crítica tenha chegado até você. Ao invés de se sentir injustiçado, seja sensato.
Tem toda a razão, felizmente e infelizmente ao mesmo tempo.
Jonas Steinmayer disse…
Obrigado pela divulgação gratuita. Com certeza não vai mudar em nada a frequencia no estabelecimento.
Sensatez, finalmente.
Leo disse…
Raphael, preciso concordar com os comentários do Jonas e da Julia.
É um absurdo você reclamar de um atendimento ruim. Como assim você ousa usar a internet pra expressar sua opinião? E o pior: sem pedir autorização para os donos do bar! Assim, eles vão ter que tomar as atitudes cabíveis pra você não divulgar suas impressões sobre um bar com a envergadura moral e, porque não dizer, gustativa, etílica e cívica do São Bento.
Por fim, preciso dizer que estou muito decepcionado com essa sua postura semi-anárquica. Feio. Antes, eu tinha você como referência, hoje vejo que é só um moleque que caga pelo teclado. Mais que isso, além de inépto não pude deixar de perceber que é néscio, estulto e parvo.
Deus tenha piedade dos seus pais e de todos nós. E complemento: seu destino, além de sombrio, é azedo e aguado.
Opa, prova dos nove etílica?

Daniele Fatima disse…

Nunca fui a esse bar e pela crítica feita aqui eu poderia até ter vontade de ir lá conferir se é isso mesmo ou se o Raphael exagerou. Porém, a reação do proprietário foi tão patética que me fez perder qualquer vontade de “tirar a prova dos 9″. Não à censura!
Blá, blá, blá. Nunca estive lá, não posso dizer se concordo ou não.
Diego Lima disse…
Já estive no bar e tb não gostei. Na unidade do Itaim, um amigo meu levou nada menos que uma coronhada com anuência e conivência do segurança, com quem o agressor batia amistoso papo antes da agressão.
O chopp do São Bento é quente mesmo, o bar é caro mesmo e o serviço é ruim mesmo.
E tem mais: ameaça anônima é brincadeira. Não volto a nenhuma das unidades.
Este aqui tem razão, não necessariamente os comentários são verdadeiros e o vídeo não tem absolutamente nada a ver com o resto.

Mauricio.Zabotto disse…

O bar é mesmo uma merda, mas os comentários são falsos, tá na cara…http://www.youtube.com/watch?v=xpcUxwpOQ_A&feature=related
Essa aqui é surpreendente, acharam um acreano nos comentários:

Caco disse…

Sou do Acre e achei os comentários ofensivos para com meu estado. No entanto, quedo estive em SP, fui ao Boteco São Bento e não gostei.

22.9.09

Igualdade na Saúde

Anteontem, no NYT, Gregory Mankiw escreveu um artigo sobre as dificuldades de um cobertura universal na saúde. Dada a excelência do artigo – e considerando que eu tinha defendido pontos similares na formatura da Nayara há umas 2 semanas –, traduzi-o integralmente. Sintam-se livre para comentar ;)

Economic View - Who Will Determine Who Pays for Equality in Health Care? - NYTimes.com: "TODA manhã eu tomo um comprimido branco que me faz ter reflexões filosóficas profundas sobre o sistema de saúde americano, o valor da vida e a relação entre Homem e Estado. Não, não é nenhum psicotrópico ilegal, remanescente dos anos 60 junto com minhas camisas hippies. Mas se você seguir meu raciocínio, aposto que este comprimido terá o mesmo efeito sobre você.

A pílula é uma estatina – um tipo de fármaco desenvolvido nas últimas décadas para baixar o colesterol de uma pessoa. Meu pai morreu de doença cardiovascular e infelizmente eu herdei sua predisposição genética, porém espero que a medicina moderna me ajude a evite seu destino. Assim, como milhões de homens de meia idade, eu tomo meu comprimido diariamente.

Eis a pergunta que me faço quando o comprimido passa pelos meus lábio: vale a pena?

Você pode estar tentado a dizer “claro que sim”. A maior parte das pessoas preferiria evitar uma morte prematura. Se as maravilhas da ciência moderna puderem adiar o inevitável, por que não?

E foi realmente assim que pensei sobre esta decisão quando meu médico recomendou o tratamento. Uma coisa que eu não considerei foi o preço. Como a maioria dos consumidores de tratamento médico, eu estava protegido das preocupações econômicas. Sabia que a companhia de seguros – e indiretamente todos os seus segurados – pagaria a maior parte da conta. Este arranjo, encorajado pelo sistema de imposto, garante que eu receba o benefício dos comprimidos enquanto pago pouco dos custos adicionais que eles geram.

Um otimista poderia esperar que meu médico, ou algum superior na hierarquia do sistema de saúde, fizesse um cálculo racional de custo-benefício em nome da sociedade. Para descobrir se meu tratamento faz sentido, seria necessário pesar o custo da droga contra o benefício de uma vida prolongada. E para tanto, alguém teria dar um valor em dólares para a minha vida – o tipo de cálculo que faz todo mundo exceto os economistas se arrepiar.

Há não muito tempo, li que um médico estimou o custo das estatinas em US$150.000 por ano de vida salva. Este número aproximado reflete não apenas os dólares gastos por pacientes e seguradoras no tratamento, mas também – e igualmente importante – uma estimativa da efetividade em prolongar a vida. (Este valor é para homens; mulheres têm um menor risco de doenças cardíacas.)

Essa estimativa é, na melhor das hipóteses, aproximada, mas certamente sugere que medicina preventiva nem sempre é barata. A magnitude do número também traz à tona a difíceis questões de filosofia política.

Imagine que seja inventada um comprimido ainda melhor do que aquele que eu tomo. Chamemos de pílula “Dorian Gray”, em homenagem ao personagem de Oscar Wilde. Todo dia em você tomar a Dorian Gray, você não morrerá, adoecerá ou mesmo envelhecerá. Garantia absoluta. O problema? O suprimento para um ano custa US$150.000.

Qualquer um capaz de bancar este novo tratamento pode viver para sempre. Certamente Bill Gates pode pagar. Mais provavelmente, milhares de americanos de alta renda despenderiam de bom grado US$150.000 ao ano pela imortalidade.

A maioria dos americanos, no entanto, não teria tanta sorte. Como os preços dessas novas pílulas é muito maior que a renda média, seria impossível fornecê-las para toda a população, mesmo se todos os recursos da economia fossem dedicados a produzir comprimidos Dorian Gray.

Eis a difícil questão: como devemos, enquanto sociedade, decidir quem ganha o benefício deste advento médico? Seremos comunistas do sistema de saúde e tentaremos proibir o Bill Gates de usar sua fortuna para viver mais do que um fumante inveterado? Ou aprenderemos a viver (e morrer) com vastas diferenças de efeitos na saúde? Há um meio termo?

Estas questões podem parecer coisa de ficção cientifica, mas não estão tão distantes daquelas vislumbradas no pano de fundo da discussão hodierna a respeito do tratamento de saúde. A despeito de toda a conversa sobre desperdício e abuso no nosso sistema de saúde (que sem dúvida existe em algum nível), o maior responsável pelos crescentes custos de tratamentos é o avanço na tecnologia médica. A profissão médica está sempre descobrindo novas formas de prolongar e melhorar a vida, e isto é bom, mas essas novas tecnologias não vêm barato. Para cada novo tratamento, temos de decidir se vale o preço e quem terá acesso a ele.

A defesa da cobertura universal de saúde baseia-se na atraente premissa de que todos devem ter acesso ao melhor tratamento médico possível quando quer que precisem. Esta simpática (gentil. nobre?) aspiração, todavia, choca-se com a dura realidade de que tratamento médico de ponta é cada vez mais caro. Em algum momento alguém no sistema tem de dizer que há coisas pelas quais não vamos pagar. A grande pergunta é: quem? O governo? Seguradoras? Ou os próprios consumidores? E a resposta tem necessariamente que ser a mesma para todos?

Desigualdade em recursos econômicos é uma característica natural, ainda que não de todo atraente em uma sociedade livre. Conforme a saúde aumenta sua participação na economia, não teremos escolha a não ser enfrentarmos questões de até onde devemos permitir que tal desigualdade se estenda e que restrições sobre nossa liberdade devemos tolerar em nome da justiça.

Ao final do nosso dia filosofando, porém, enfrentamos uma decisão prática:

Quem recebe as pílulas mágicas? E quem paga por elas?

3.8.09

Eu quero um flash invisível!

GigaBlog do UOL Tecnologia - UOL Blog: "Tirar fotos no escuro sem os reflexos do flash é o sonho de qualquer fotógrafo. Dois pesquisadores da Universidade de Nova York deselvolveram um protótipo de câmera com flash escuro ou invisível.

O funcionamento do sistema é complexo. A lâmpada da câmera é modificada com raios de infra-vermelho e ultra-violeta, que emitem determinadas freqüências de modo a filtrar a luz visível.

Feito isso, a câmera vai produzir uma imagem como se fosse de uma visão noturna. Para corrigir as cores, o próprio equipamento vai tirar outra rápida fotografia para captar as cores do ambiente.

Depois, é hora de o software entrar em ação. O programa vai combinar as duas imagens tiradas para produzir a foto final."

17.6.09

Dieta do Engenheiro

Copiei e colei de um email recebido (OK, fiz algumas alterações...):

Já que NINGUÉM segue a dieta da nutricionista, fiquem com a do engenheiro! Eu sempre repito que os engenheiros são objetivos e brilhantes, eis que criaram esta dieta fantástica:

Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma caloria é a energia necessária para aquecer 1g de água de 21,5° para 22,5° C.

Não é necessário ser nenhum gênio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C , necessita de 200 calorias para aquecer em 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200g x 37°C). E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável.

A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo grande de aproximadamente 400 ml, na temperatura de 0° C de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C ). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g.

Passando a régua, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelado. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja maior será a perda destas calorias.

Como deve estar claro a todos, isto é muito mais efetivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora. Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.

Saúde a todos!!!

Já pro boteco.... malhar!!

Alguém se habilita a explicar o que faltou ao engenheiro? Daqui a uns dias posto a solução do economista... ;-)

7.6.09

É cada um que me aparece...

Tem uma citação que diz muito sobre o vídeo a seguir, a única ressalva que eu faria seria substituir must por want...
We do what we must, and call it by the best names.

--Ralph Waldo Emerson, in Essays — Second Series.







[SPOILER!!! Leia somente depois de assistir!]
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Não, ele não fez o que fez porque é ignorante ou porque não tem instrução. Isto apenas facilitou seu objetivo, o cara é pilantra mesmo e pobres dos seus amigos. Aliás, pobre do amigo cuja mulher ele resolveu "adulterar"...

30.5.09

Vivam os economistas!

 Achei a seguinte piada tão genial que a deixei durante um tempo no meu perfil do orkut. Trago-a de volta agora para deixar gravada no blog.

"Uma mulher escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma resposta bem fundamentada.

Dela:
'Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso, e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?'
Rafaela S.

Dele:
'Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.

Proposta clara, sem entrelinhas.

Mas tem um problema. Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabar, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação, e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como essa depreciação é progressiva, sempre aumenta ! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, verá que já estará um caco. Isto é, você está hoje na 'alta', na época ideal de ser vendida, não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em 'trading position' (posição para comercializar), e não de 'buy and hold' (compre e retenha), que é o para quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser, e, em termos sociais, um negócio razoável de que podemos cogitar é namorar. Cogitar...

Já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' você seja, eu, provável futuro locatário dessa 'máquina', quero o que é de praxe: fazer um 'test drive...'

Peço marcar."

17.5.09

Bolsas do Google

Ninguém de Harvard!? UAU!

Google Reader: "After careful review, we are proud to announce the 2009 Google Fellowship recipients:

  • Roxana Geambasu, Google Fellowship in Cloud Computing (University of Washington)
  • Michael Piatek, Google Fellowship in Computer Networking (University of Washington)
  • David Sontag, Google Fellowship in Machine Learning (Massachusetts Institute of Technology)
  • Ali Farhadi, Google Fellowship in Computer Vision Image Interpretation (University of Illinois at Urbana-Champaign)
  • Nicholas Chen, Google Fellowship in Human-Computer Interaction (University of Maryland)
  • Siddhartha Sen, Google Fellowship in Fault Tolerant Computing (Princeton University)
  • Ryan Peterson, Google Fellowship in Distributed Systems (Cornell University)
  • Eric Gilbert, Google Fellowship in Social Computing (University of Illinois at Urbana-Champaign)
  • Micha Elsner, Google Fellowship in Natural Language Processing (Brown University)
  • Subhransu Maji, Google Fellowship in Computer Vision Object Recognition (University of California, Berkeley)
  • Nicolas Lambert, Google Fellowship in Market Algorithms (Stanford University)
  • Han Liu, Google Fellowship in Statistics (Carnegie Mellon University)
  • Lixia Liu, Google Fellowship in Compiler Technology (Purdue University)